Arte pública


Fernanda Gomes e sua instalação

A Praça da Estação, no centro de BH, é um local por onde transitam milhares de pessoas diariamente. Um público que, em sua grande maioria, jamais teve contato com qualquer tipo de exposição artística. A falta de oportunidade abarca muitas questões socioculturais, incluindo o fato de estar à margem dos planos de boa parte do que é desenvolvido na cidade. Para incluir essa parcela, nada mais adequado que uma instalação chamada "Pare de me ignorar". Esse é o novo trabalho da artista Fernanda Gomes, que teve início no sábado.

Trata-se de uma câmara em grande formato no qual são projetadas imagens de um desfile em tamanho real. Há cadeiras para que se forme uma plateia, e, por meio de sensores, os personagens no telão respondem às reações dos expectadores. "Gosto de explorar até onde as pessoas influenciam o comportamento umas das outras, seus papeis sociais, suas ações", comentou Fernanda, ressaltando que essa obra começou a ser pensada em 2009. Na época, realizou, no mesmo lugar, a instalação "Não sei ser rótulo". "Naquele ano, havia um tapete vermelho pelo qual as pessoas entravam numa grande caixa e se deparavam com um público virtual entediado. Assim que houvesse movimento, a plateia reagia aplaudindo. Era algo que foi pensado para ser uma experiência individual, mas muitos acabavam entrando acompanhados. Foi então que imaginei uma ação que pudesse ser feita incluindo várias pessoas e que também questionasse esses valores comportamentais", contou.

A artista também disse que prefere trabalhar em grandes espaços públicos e que utiliza a moda como suporte de linguagem devido ao seu forte caráter imagético. "O que vestimos acaba comunicando muito sobre nós, assim como a maneira de agir nas diversas relações sociais".



O público participa da proposta da artista

A instalação fica durante todo o tempo na Praça da Estação até o dia 29. Experimente e descubra até onde vai o seu tom de provocação.

Observação:
As fortes chuvas acabaram prejudicando a obra, que passa por reparos, mas estará nova em folha a partir de quarta-feira.

Séculos de Moda



Moda é mais que roupa, é representação de um tempo. Quando se pensa em determinadas épocas, algumas das primeiras imagens que vêm à mente são trajes característicos.

Para compreender melhor o que vemos nas passarelas hoje, direcionar o olhar para o passado, mesmo distante, pode ser uma ótima opção. Assim, entendemos as transformações apresentadas nas silhuetas, tecidos e técnicas de produção.

Um bom exercício para colocar o que foi dito em prática é a exposição Fashioning Fashion: European Dress in Detail 1700-1915, que acontece desde 2 de outubro no LACMA – Los Angeles County Museum of Art.

A mostra traz mais de 75 figurinos inspirados por endumentárias que vão da Idade Moderna ao período que antecede a I Guerra Mundial e já configura-se como uma das mais importantes coleções de vestuário histórico. A ênfase na Europa está no fato de ser, até os dias atuais, um polo de forte influência estética para o restante do mundo.

Como parte da divulgação, foi desenvolvido um catálogo. O prefácio é assinado por nada menos que John Galliano, estilista claramente influenciado por roupas de época, e o design, pela famosa agência Pentagram. Veja algumas imagens.






Imagens: divulgação

A exposição segue até o dia 6 de março do ano que vem. Dá tempo de juntar uns trocados para conferir!

Infografe-se



Infográficos podem ser bem divertidos e um exemplo disso é o vídeo auto-promocional da agência inglesa Dare, especializada em marketing interativo. A teoria deles é a seguinte: em breve, haverá um comparativo de dados para qualquer coisa, e, acreditando nisso, a empresa se adiantou ao futuro e desenvolveu o seu próprio esquema de informações de um jeito bem humorado. Para deixar o vídeo ainda mais atrativo, o trabalho possui um ar retrô, que é uma forma quase instantânea de capturar a atenção dos “binóculos”.



E se depois disso tudo você ficou com vontade de fazer um infográfico para se apresentar, esse site te dá suporte para começar a colocar as ideias em movimento.