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A Vogue bordada de Inge Jacobsen



Alguns processos de arte utilizam revistas como matéria-prima. Um exemplo clássico são as colagens. Porém, mudando um pouco o universo de cortes e tesouras, você já viu alguém bordar páginas, e como se não bastasse, da Vogue? O fotógrafo e artista Inge Jacobsen faz isso com muita destreza. Para ele os periódicos que foram produzidos em massa se tornaram um objeto artesanal. Mãos à obra?






Tipografia em Pedaços



Recortes tipográficos são a base da série New Beautiful, criada pelo artista Cecil Touchon. Seu trabalho traz aos dias de hoje movimentos de vanguarda do século passado como Cubismo e Construtivismo, representados por meio de tipos que extrapolam o significado de leitura.






Esses belos painéis não lembram os módulos de azulejos criados pelo ótimo Athos Bulcão?



Cabeça Ilustrada



“Seu cara de mamão!” As crianças adoram trocar a cabeça dos semelhantes por frutas e objetos inanimados como sinal de descontento. Talvez o artista Benjamin F. Guy não saiba disso, mas o seu projeto Helm tem uma conexão com esse nosso conhecido protesto dos tempos de jardim da infância. A diferença é que, ao invés de utilizar elementos hotifrutigranjeiros, preferiu séries e filmes famosos. Em forma de óleo sobre tela, os pequenos surgem com a cabeça de personagens como os de Guerra nas Estrelas, Gundan, Transformers e Comandos em Ação.





Coisas Belas e Quebradas



Alguns objetos do cotidiano são tão comuns à nossa vivência que sua beleza beira o invisível. São esses artefatos que perdem, tantas vezes injustamente, em escala de importância. Aquele bule antigo e trabalhado jamais poderia parar numa galeria de arte. Esses equívocos do dia-a-dia são um dos pontos de partida que a artista chilena Livia Marin utilizou em sua exposição Cosas Rotas, que após ser apresentada em Santiago, atravessou o Atlântico e chegou à terra da rainha com o nome Broken Things. Por meio da manipulação da cerâmica, ela tenta abordar as relações que desenvolvemos com aqueles elementos. Perda e zelo são demonstrados a partir de cenas que simulam acidentes e rupturas. Além disso, Lívia insere tais objetos, considerados triviais, num contexto artístico e cheio de poesia.





via boooooom

In the Flesh

Quando a pintura era o único artifício para capturar momentos, os quadros eram quase sempre de um realismo extremo. Veio a fotografia e com ela o mito de que aquela técnica de tintas e pincéis seria esquecida. Bobagem. Muito tempo depois disso, artistas contemporâneos como o australiano JKB Fletcher ainda se mostram influenciados pela perfeição em ilustrar. Prova disso é a série "In the flesh", que se assemelha à fotografia macro de lábios e pálbebras supermaquiados.

Luvas tatuadas


Não é de hoje que o guarda-roupa das mulheres toma emprestado peças e conceitos masculinos. Essa mistura de gêneros foi um dos pontos de partida para que a artista Ellen Greene desenvolvesse luvas tatuadas. Sua intenção foi combinar um objeto extremamente feminino com algo que tivesse relação com o universo do sexo oposto. E naquela época em que as garotas costumavam usar luvas, tatuagens eram marcas mais relacionadas aos homens, e homens de fama não muito boa. Combinação pronta! Mantendo a ambientação vintage, Ellen destaca que as luvas evocavam pureza e sensibilidade, enquanto as tattoos eram símbolos de rebelião.

Para aquelas que se empolgaram e já querem sair por aí ostentando suas luvas, Ellen avisa: não são para vestir, são objetos de arte.

Pare de me Ignorar



No final de outubro, fizemos um post sobre uma intervenção que chamou a atenção de quem passava pela Praça da Estação, em Belo Horizonte. Chamada de “Pare de me ignorar”, a obra de Fernanda Gomes convidava o expectador a entrar numa sala onde ocorria um desfile projetado num telão em tamanho real. Os personagens digitais reagiam de acordo com as ações da plateia.

Agora, a artista lança o catálogo dessa instalacão, reunindo fotos e textos. O lançamento será dia 18 de dezembro na Mini Galeria, a partir das 17:00 horas. Na ocasião, será exibido um vídeo com as reações do público que visitou a obra.

Serviço:
Mini Galeria
Av.Cristóvão Colombo, 550, sl 27, Savassi

Arte pública


Fernanda Gomes e sua instalação

A Praça da Estação, no centro de BH, é um local por onde transitam milhares de pessoas diariamente. Um público que, em sua grande maioria, jamais teve contato com qualquer tipo de exposição artística. A falta de oportunidade abarca muitas questões socioculturais, incluindo o fato de estar à margem dos planos de boa parte do que é desenvolvido na cidade. Para incluir essa parcela, nada mais adequado que uma instalação chamada "Pare de me ignorar". Esse é o novo trabalho da artista Fernanda Gomes, que teve início no sábado.

Trata-se de uma câmara em grande formato no qual são projetadas imagens de um desfile em tamanho real. Há cadeiras para que se forme uma plateia, e, por meio de sensores, os personagens no telão respondem às reações dos expectadores. "Gosto de explorar até onde as pessoas influenciam o comportamento umas das outras, seus papeis sociais, suas ações", comentou Fernanda, ressaltando que essa obra começou a ser pensada em 2009. Na época, realizou, no mesmo lugar, a instalação "Não sei ser rótulo". "Naquele ano, havia um tapete vermelho pelo qual as pessoas entravam numa grande caixa e se deparavam com um público virtual entediado. Assim que houvesse movimento, a plateia reagia aplaudindo. Era algo que foi pensado para ser uma experiência individual, mas muitos acabavam entrando acompanhados. Foi então que imaginei uma ação que pudesse ser feita incluindo várias pessoas e que também questionasse esses valores comportamentais", contou.

A artista também disse que prefere trabalhar em grandes espaços públicos e que utiliza a moda como suporte de linguagem devido ao seu forte caráter imagético. "O que vestimos acaba comunicando muito sobre nós, assim como a maneira de agir nas diversas relações sociais".



O público participa da proposta da artista

A instalação fica durante todo o tempo na Praça da Estação até o dia 29. Experimente e descubra até onde vai o seu tom de provocação.

Observação:
As fortes chuvas acabaram prejudicando a obra, que passa por reparos, mas estará nova em folha a partir de quarta-feira.

Coletiva de Desenho


Os organizadores da mostra Rodrigo Furtini e Brígida Campbell

Linhas simples, retas. Outras, mais sinuosas, sobrepostas. Essa variação artística pôde ser vista na Coletiva de Desenho, realizada pela Quina Galeria no último sábado. Brígida Campbell, que organizou a exposição junto com Rodrigo Furtini, comentou que é necessário destacar a importância do desenho nas artes plásticas. “É a base do pensamento artístico, uma forma de observar o mundo”.

Sobre o formato, Rodrigo ressaltou que um dos critérios para a curadoria foi exibir trabalhos intimistas e que representassem uma diversidade artística, além de serem disponibilizados em tamanhos reduzidos.


Camila do Rosário

Vital Lordelo

Janara Lopes

Entre os que foram conferir, estava a artista plástica Rafaela Regina. Ela elogiou a iniciativa e destacou a Quina como um espaço democrático. “É acessível não só para o público, mas também para quem produz. Uma galeria que foge do estereótipo de ser um 'cubo branco' freqüentado apenas por uma elite”.

Todos os trabalhos que participam da Coletiva de Desenho podem ser comprados na galeria. Para ver os outros, basta acessar o flickr da Quina.

Calorias Gráficas



Segunda é o dia internacional do começo de dieta. Mesmo que não dure 24 horas, que tal começar cortando as calorias por completo? Calma, não se trata de uma campanha pró-anorexia. Nesse caso, durante a refeição, acontece uma troca de sentidos. O paladar cede espaço para a visão.

Assim são os alimentos construídos pelo coletivo francês Paper Donut, que trabalha com volumes geométricos desenvolvidos a partir de papel. A série chamada de Curious Breakfest é um verdadeiro banquete para se comer com o olhos.





Imagens: reprodução

Vendendo Peixe



Artes plásticas, digitais, de rua. Cinema e músicas que vão da viola ao Grindcore, passando pelo Hip Hop e por nuances eletrônicas. Toda essa miscelânea criativa teve um ponto em comum: o terceiro andar do Mercado Novo, no centro de BH. No último sábado, esse espaço abrigou o Vendendo Peixe, realizado pelo Urubois, co-produzido pelo Mixsórdia e com o apoio de gente bacana como nossos amigos da Quina Galeria entre vários outros. A proposta era reunir pessoas dispostas a produzir e/ou apreciar arte com total liberdade de produção. Mais detalhes você confere no vídeo a seguir.