Água Viva


Foto: Mariana Baeta

Entre os destaques do Minas Fashion Acqua está Domitila de Paulo. E não é de hoje que ela vem despontando. Já falamos dela por aqui quando comentamos sobre o Não Contém Glúten, coletivo que integra junto a outras três designers.

Domitila desenvolveu uma coleção chamada Água Viva, em que conecta os ciclos de vida aquático e humano, assim como relaciona o elemento ao animal água-viva. Suas peças são singelas e precisas em sua execução. Coerente dos croquis à passarela, encantou pela simplicidade e delicadeza.

No vídeo, você confere o desfile e também os detalhes do processo criativo explicados pela própria estilista.

Coletiva de Desenho


Os organizadores da mostra Rodrigo Furtini e Brígida Campbell

Linhas simples, retas. Outras, mais sinuosas, sobrepostas. Essa variação artística pôde ser vista na Coletiva de Desenho, realizada pela Quina Galeria no último sábado. Brígida Campbell, que organizou a exposição junto com Rodrigo Furtini, comentou que é necessário destacar a importância do desenho nas artes plásticas. “É a base do pensamento artístico, uma forma de observar o mundo”.

Sobre o formato, Rodrigo ressaltou que um dos critérios para a curadoria foi exibir trabalhos intimistas e que representassem uma diversidade artística, além de serem disponibilizados em tamanhos reduzidos.


Camila do Rosário

Vital Lordelo

Janara Lopes

Entre os que foram conferir, estava a artista plástica Rafaela Regina. Ela elogiou a iniciativa e destacou a Quina como um espaço democrático. “É acessível não só para o público, mas também para quem produz. Uma galeria que foge do estereótipo de ser um 'cubo branco' freqüentado apenas por uma elite”.

Todos os trabalhos que participam da Coletiva de Desenho podem ser comprados na galeria. Para ver os outros, basta acessar o flickr da Quina.

Inspirações e Xerox



Um dos assuntos mais relevantes desses dias certamente foi o resgate dos 33 mineiros chilenos. A situação configurou-se de uma maneira tão cinematográfica que não foi difícil começarem a especular versões hollywoodianas – medo – dos fatos. O filme pode ainda estar no imaginário coletivo, mas o designer Adam Campbell, espertinho, já transformou sua ideia em poster de divulgação.


Imagem: reprodução

E falando em poster, esse trabalho me lembra os de um outro profissional, Olly Moss, que tem uma série pontuada por filmes em que ele utiliza uma semelhante coordenação de cores e de tipografias.

Imagem: reprodução

Colocar ambos emparelhados, novamente, me fez vir à cabeça um outro assunto que movimentou a rede nos últimos dias, de modo mais localizado, é verdade, mas que fez um barulho considerável. O embate África x Mico Toledo, que parece já ter sido resolvido, mas que explicitou um assunto que sempre aparece nas rodas de conversa de quem trabalha com criação: inspirações e cópias. Não que o caso dos rapazes dos posteres seja plágio, ao menos para mim. Mas esses trabalhos, comparados ao ocorrido entre a agência e o ilustrador, deixam muito claro que referência e xerox não são sinônimos.