AMP + Binóculo



Para inaugurar as promoções que faremos por aqui de vez em quando, nada melhor que começar com uma marca que conhecemos e gostamos. E não é de hoje. A AMPamulherdopadre – é uma das nossa referências desde o final dos 1990. Sempre admiramos suas estampas conceituais, modelagens diferenciadas e forte influência na cultura da música eletrônica.

Além deste vestido lindo, o vencedor também vai ganhar um brinde surpresa por nossa conta! Dois presentes de uma só vez!

Para concorrer, basta ser nosso seguidor no Twitter e dar RT nesse post ou, se preferir, direto nessa url http://tiny.cc/ebub6

Pronto, viu como é fácil? O resultado sai no dia 16, terça da próxima semana.
Boa sorte!
:)

Mostra Editorial



O UniBh – Centro Universitário de Belo Horizonte – realiza durante esta semana a Mostra de Design. Rangel Sales, professor e um dos organizadores, comenta que o evento, semestral e temático, prioriza uma modalidade específica da área a cada edição. Desta vez, estão em voga os trabalhos editoriais. Além disso, também existe a finalidade de promover o que tem sido criado por designers locais. "Temos bons profissionais em BH. As pessoas precisam conhecer e valorizar a 'prata da casa'", destacou.

Prova disso foi a palestra do mineiro Bruno Martins, que abriu o evento na noite de ontem. Designer e ilustrador com mais de cinco anos de experiência, já foi publicado em revistas internacionais e nacionais como a New Web Pic e Computer Arts Br. Seus trabalhos já enfeitaram os grids de mídias relevantes na capital das Gerais. Entre elas estão o jornal Letras, do Café com Letras, e a Revista Ragga. Também é figura popular em badalados sites de bookmarking visual como FFFFound.




Conheça melhor o trabalho em seu flickr

Bruno falou sobre o seu processo criativo, que começa fora do computador, apoiado pelo experimentalismo típico dos livros de processo. "Acredito que o analógico enriquece o trabalho", definiu. As ferramentas digitais são adicionadas para inserção de elementos e finalização. No telão, mostrou suas peças mais emblemáticas contendo colagens, ilustrações vetoriais, estudos tipográficos e sobreposições de cores. Ao final, convidou o público para ver sua produção de perto, aplicada no papel.

Serviço:
A mostra acontece até amanhã, entre 19h e 22h15, com entrada gratuita.
Palestras
04/11
"Construção e uso de grids no design"
Rodrigo Queiroz, professor das faculdades Uni-BH e INAP.

05/11
"Um mundo estranho de infografias"
Fabrício Miranda, editor de arte da revista Mundo Estranho, editora Abril.

Durante esses dias, haverá oficinas de encadernação artesanal, ministradas pelo aluno Max e pelo professor João Batista, do Senai-Cecoteg.
UniBh fica na Rua Diamantina, 567, Lagoinha.

Conversa com Moema



Uma boa entrevista começa ao elaborar as perguntas. Estudar quem vai respondê-las, sua vivência, o que já foi dito e aplicar novos olhares a esse material é o mínimo que se espera para que o texto não caia no razo “Oi, qual é o seu nome e o que você fez até aqui? Tchau, obrigado.”

Fizemos nosso “dever de casa” para a conversa com a empresária e curadora do Minas Trend Preview Moema Breves. Ao chegar, uma fita métrica gigante e amarela que enfeita a fachada da sua loja, a Nonfashion, era a primeira pista de que essa não seria uma entrevista comum.

Moema surge simpática, sorriso aberto, e nos apresenta seu espaço, que é muito mais que um comércio. Durante o dia, a Nonfashion é um lugar moderno em que roupas e acessórios de design compõem o espaço com objetos vintage. “Não posso passar perto de um antiquário, senão, gasto tudo o que tiver!”, brincou. Durante a noite, a casa transforma-se na Nonsense, um ambiente para festas particulares. E a proposta tem dado certo. “Estou com todos os finais de semana fechados até o final do ano”, destacou.

Ambientados, partimos para a conversa. E nenhuma pergunta, nos moldes que levamos, foi feita. Não precisou. A entrevista virou um bate-papo tão fluído que, somado à experiência da visita, tornou tudo muito mais rico em detalhes. O que aconteceu captou melhor o perfil de Moema que cinco ou seis questões. “Não gosto de cair no comum. O meu espaço mesmo tem esse diferencial, não é uma loja como as outras”, comentou.

Essa forma de pensar caracteriza aqueles que buscam ser um referencial. “Quero ter o que passar para as pessoas. Prefiro ser alguém que influencia, que tem uma história”.



Imagens da Nonfashion. Clique para Vê-las ampliadas


Fluxo Genuíno

A história de Moema com a moda começou aos 14, como modelo, mas, desde aqueles tempos, para ela, a área poderia ir muito além das roupas. Chegou a cursar Direito, mas acabou voltando às origens, porém num viés mais empreendedor. Esse caminho trilhado conferiu a ela um olhar amadurecido, diferenciado. Tanto que, quando surgiu o assunto “tendência”– palavra mais chata, porém tão presente – Moema foi rápida em se posicionar. “Complicado uma pessoa comprar algo porque ‘tá usando’ sem saber se aquela peça tem a ver com ela, com seu estilo, com a sua vida. Se podemos dizer que existe uma tendência, penso que é ser genuíno, ter uma identidade própria”.

Ainda destacando a importância da autenticidade, Moema toca num outro ponto presente no processo criativo de muitos. “Não acredito em inspiração por referência. Fico me perguntando como alguém consegue? Acho que é um momento interno, pessoal. E penso que, quando a ideia ‘vem de dentro’, toda a criação fica muito mais fácil porque foi você quem deu início”.

A conversa seguia quando uma amiga veio visitá-la, a Carol, que foi naturalmente incorporada à nossa mesa. Horas depois, chegam seu marido e filha. Durante todo o tempo, a loja recebia clientes, e Moema dividia as atenções com a agilidade de quem opera uma balança sem deixar pender mais para um lado que para o outro. Equilibrada. E na saída, se despedia de todos com um simpático “até já!”, que soa como um convite para um breve retorno. Sim, voltaremos.