Lei Básica da Estação


Look favorito

Há alguns dias, recebemos um email da Lei Básica nos convidando para o seu desfile no III Vitória Moda Show. Ficamos surpresos pois esse retorno chegou junto à segunda semana de vida do Binóculo. Algo bastante positivo para um site com tão pouco tempo de existência. E sem padrinhos, sem "q.i.". Por razões particulares, não pudemos nos deslocar de BH para a capital capixaba, mas, deixo registrado por aqui o que acho mais relevante no trabalho desenvolvido.

O conceito é baseado no evolucionismo de Darwin, porém aplicado ao contexto urbano e aos meios de comunicação, do romantismo das cartas ao dinamismo dos emails. De certo modo, isso me faz pensar numa ligação com a forma como a Lei se apresenta, subtraindo letras do seu segundo nome. Na era dos bytes, Lei BSC soa natural quando porque vira "pq", você, vira "vc" e por aí vai.

O verão 2011 segue a tendência da busca pelo bem estar, apresentando o convívio entre tecnologia e natureza. A paisagem é urbana, mas a vontade natural impera. Para representar esse desejo, muitas estampas florais e cores ácidas contrapondo tons neutros. O liberty se destaca como uma aposta de tendência, criando um visual super romântico e delicado. O nude continua em alta, seja inteiro ou no fundo das estampas. As saias de cintura alta sobrevivem a mais uma estação, deixando as mulheres ainda mais femininas. O jeans nosso de cada dia aparece com tons mais lavados, em coletes, calças e bermudas. O pretinho aparece nada básico em modelagens bem interessantes, enquanto o xadrez surge como padronagem para as camisas dos rapazes.

As proporções podem ser variadas. Curtas, longas, anatômicas, desestruturadas, fluídas e densas. As modelagens são mais justas, alternando com as amplas, dando mais liberdade e conforto ao corpo.

Com uma coleção que tem a natureza como parte do tema, a preocupação com a sustentabilidade não poderia ficar de fora. As malhas são de algodão orgânico, levando em conta o cuidado para não causar nenhum impacto ambiental. No jeans, destaque para a linha bio denim, produzida com sobras de algodão, fibras e fios reciclados, que substituem processos químicos.

Imagens: divulgação


Serviço
O desfile acontece nesta sexta, às 21h. Conheça melhor a marca e essa coleção acessando o site.
p.s.
Agradecemos à Priscila Passareli, do Polar Studio, pela atenção e cordialidade.

Composições em Decomposição


Miolos no Breakfest at Tiffany's

Grayson Castro parece nome importado/inventado. Seria típico de casais que cometem esse batismo nos seus filhos por acreditarem na fonética estrangeira como uma espécie de representação de classe privilegiada. Mas não, ele não é brasileiro. É um texano que nasceu nos anos 1980, estudou técnicas de pintura na Universidade de Houston e, por acidente, começou a desenhar zumbis. Talvez nem tanto ao acaso, afinal, ele se diz fã da Noite dos Mortos Vivos desde criança.

O ilustrador comenta que a ligação entre o seu trabalho e os cadáveres ambulantes começou com uma arte sem grandes expectativas. O resultado agradou, e logo começou uma segunda no mesmo estilo. Daí para a terceira foi um passo, e então, seguiu o caminho retratando desconhecidos ou famosos em decomposição.





Imagens: reprodução

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Experimentalismo



Reforçando o conceito de produção colaborativa, a revista Code, apoiada pela Quina Galeria e pelo Conteúdo Records, com execução do designer Sillas Maciel, chega ao seu segundo número. Incluindo trabalhos de artistas de várias partes do globo, a edição procura mostrar experimentalismo e quebra de grids. É o que afirma o seu editor, ao comentar que a busca por novas possibilidades gráficas é um dos seus pontos de partida.

A Code possui uma estreita relação com a música. Além de receber o suporte de um selo dedicado à eletrônica, é homônima a uma festa que aconteceu há alguns anos no circuito de clubes de BH e que era direcionada ao techno. Para Sillas, as semelhanças não param por aí. "Independente de ser música, design gráfico ou uma ilustração, o início do processo é o mesmo. Morandini Design, em um dos seus twitts, comentou que 'somos o que vemos, ouvimos e sentimos'. Acredito no que ele falou. Não se inicia um projeto sem passar por boas referências, alguns rabiscos e experimentos".

Nessa edição, há trabalhos de Nestor Jr, ilustrador que já teve exposição na Quina, Sara Blake, autora da capa e Matthias Heiderich, dono da famosa série fotográfica Color Berlin. Também há imagens de Wally, responsável pela identidade visual do clube Deputamadre e Maurilio Maia e Amanda Coimbra, que juntos formam o Outro Coletivo. Configura-se, então, mais uma vitrine para designers, músicos, fotógrafos e artistas plásticos publicarem seus trabalhos.





Recortes do miolo da revista

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